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5 dicas para descentralizar o trabalho

Introdução

A discussão de autonomia apareceu mais fortemente nas últimas décadas, ao ser questionado o modo de trabalho da Revolução Industrial, que se baseia em tarefas simples, repetitivas e rotineiras.

Anteriormente, a autonomia não era uma questão. O trabalhador era basicamente um apertador de parafusos, que trocava seu esforço por dinheiro, sem ter de tomar nenhuma decisão.

Atualmente, todo mundo deseja ter alguma liberdade para executar suas atribuições, e trabalhos que não oferecem independência são vistos como opressivos e controladores. Assim, descentralizar trabalho torna-se um objetivo.

Vivemos em um mundo hiperconectado e dinâmico. O acesso a informação abundante criaram consciência e senso de propósito. Com isso, percebeu-se que atividades que envolvem raciocínio e tomada de decisão não se sustentam seguindo a mesma lógica da tarefa padronizada industrial.

 Neste novo tipo de trabalho, em que é preciso pensar mais, algumas questões se tornaram peça chave. Por exemplo, satisfação com trabalho, autonomia e motivação para a capacidade de realização e entrega de tarefas.

Descentralizar trabalho

Segundo Daniel Pink, autor do livro Motivação 3.0, o que mantém colaboradores felizes e performando bem suas atividades – a motivação – se divide em duas grandes vertentes: as intrínsecas e as extrínsecas, sendo as extrínsecas sempre ligadas a fatores externos, como dinheiro, prêmios e entrevistas. Já as intrínsecas, muito mais ligadas a fatores humanos e imateriais, temos:

  • Autonomia: por definição, é o desejo de dirigir a própria vida.
  • Excelência: desejo de dominar uma habilidade e fazer cada vez melhor.
  • Propósito: que é o desejo de fazer coisas em nome de um ideal maior.

Dentre as características que compõem uma empresa que não sabem como descentralizar trabalho, as principais estarão sempre ligadas a autonomia e responsabilização com confiança do time envolvido.

Diante disso, separamos algumas dicas para tornar seu time mais confiante para executar tarefas mais complexas que forem designadas. Assim, descentralizar o trabalho será mais fácil e, consequentemente gerar menos sobrecarga de trabalho e de suporte das lideranças.

Ofereça feedbacks e deixe claro suas expectativas

Um dos principais critérios para um time que assume responsabilidades é a clara noção do que tem que ser feito e o detalhe do que exatamente o gestor espera.

Dessa maneira, estabelecer conversas francas com gerentes ou operadores, em que se deixa tudo a panos limpos, deve contribuir bastante para trabalhos bem executados.

Além de bem executados, times com autonomia e alinhados com o que devem entregar geralmente não demandam mais tempo para retrabalho.

Consequentemente, trabalhos mais assertivos surgem e o time se torna mais produtivo, contribuindo para a economia de capital e de horas de trabalho, que influem diretamente nas finanças empresariais.

Proporcione treinamentos e grupos de estudo constantes

Cultura de autonomia passa por diversos pontos. Além de saber exatamente o que deve ser feito, de maneira bem documentada e explicada. Os colaboradores necessitam saber como exatamente irão executar as tarefas nas quais foram designados. 

Para além das reuniões de alinhamento, descentralizar trabalho passa também por um time que sabe muito bem e tem técnica para executar quaisquer atribuições que lhes for designado.

Equipes bem capacitadas e treinadas constantemente são a melhor chance de uma empresas conseguir dar autonomia sem a necessidade do suporte constante dos gerentes e supervisores.

Dessa maneira, os colaboradores se sentem mais auto confiantes com a responsabilidade concedida pela autonomia e por quaisquer função que lhe seja atribuída.

Defina metas e recompensas claras

Lidar com os desafios novos provenientes da autonomia atribuída à colaboradores desacostumados com esse formato de trabalho certamente irá impulsioná-los para fora da sua zona de conforto.

Naturalmente, para nós seres humanos sairmos da zona de conforto, necessitamos de alguns elementos chave. Caso contrário só irão frustrar e desmotivar o time. São eles:

  • Inspiração 
  • Visualização
  • Recompensa
  • Desafio 
  • Senso de engrandecimento pessoal

No cenário de trabalho, como forma de direcionar o time para uma cultura de autonomia, se faz muito importante fazer o time enxergar cada um desses pontos. 

Ganhar autonomia ao executar tarefas mais complexas traz sim um novo desafio, porém, que deve ser desejado para o crescimento pessoal e profissional.

Para atingir cada um desses elementos para autonomia:

  1. Definir, junto ao colaborador, quem é a personalidade que mais lhe inspira e o faz querer melhorar a cada dia.
  2. Exercitar com o time como ele idealiza seu futuro próximo. Caso supere os desafios das novas atividades mais estratégicas e complexas, para descentralizar dos gestores.
  3. Encontrar um ponto comum de recompensa, que seja viável para empresa e traga senso de realização para o colaborador. Ex: viagem, spa, dinheiro, promoção interna, aumento… etc.
  4. Descobrir de que forma apresentar o desafio para o time, e qual vai ser o gatilho que mais vai motivar. Podem ser desde apenas números e resultados pragmáticos ao senso de propósito e o idealismo de fazer um bem maior e impactar positivamente na realidade de outras pessoas.
  5. Achar um ponto que o colaborador considere como conquista pessoal, que impulsione sua carreira e possa servir de mola para engajar o colaborador.

Descubra quais são as âncoras de carreira certas para cada um

Dentro das pesquisas sobre autonomia no trabalho, um dos estudos mais importantes sobre autonomia é o do americano Edgar Schein. Ele é ensina na  Sloan School of Management do MIT (Massachusetts Institute of Technology), dos Estados Unidos, e provavelmente é a pessoa mais influente na gestão de recursos humanos hoje em dia.

Schein criou um conceito chamado âncoras de Carreira. Nele, elenca oito atributos– desafio, causa, segurança, criatividade, autonomia, competência técnica e competência gerencial. 

Cada pessoa dá importância diferente a estes elementos e aqueles dos quais ele não abre mão são suas âncoras de carreira. Isso significa que muitos profissionais consideram autonomia um quesito indispensável nas escolhas de carreira.

Dessa maneira, saber quais são as âncoras de cada colaborador, baseado no seu perfil e em ferramentas de avaliação de personalidade pode ser a diferença chave entre motivar o colaborador com o gatilho certo ou oferecer um estímulo que não é aderente.

Conheça o comportamental do seu colaborador

Descobrir qual o estímulo correto, o que representa conquista, a melhor maneira de comunicar e a âncora de cada colaborador. São informações importantes que podem ser obtidas através de ferramentas de people analytics. 

Com eles, conhecer profundamente 40..50..1000 funcionários se torna mais escalável e sem viés humano. Dessa maneira, não se faz necessário um acompanhamento tão próximo para saber como cada pessoa se comporta e qual a melhor maneira de lidar com ela no dia a dia.

Hoje, já existem métodos muito confiáveis e com validação científica, que respalda os resultados obtidos nas análises com cada colaborador.

PARA SABER MAIS

Nosso texto sobre descentralizar trabalho chegou ao fim, mas não deixe de conferir outros materiais em nosso blog. Veja também como melhorar o trabalho em equipe na sua empresa.

Quer entender mais como melhorar o setor de gestão de pessoas e potencializar os resultados da sua equipe? Entre em contato e saiba como nossas soluções podem te ajudar!

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4 dicas para melhorar o atendimento em clínicas

Hoje em dia, com o advento da era da informação, serviços que antes eram privilégios passaram a ser acessíveis ao público geral. Consumidores atualmente possuem muito mais informação e poder de escolha na hora de contratar serviços ou adquirir produtos. 

Com a área da saúde não é diferente, de forma que a exigência dos pacientes com a qualidade do atendimento e da experiência nas clínicas é cada vez maior. Assim, para melhorar os resultados fica claro a necessidade de conquistar clientes fidelizados e satisfeitos.

atendimento em clínicas

Confira abaixo 4 dicas para melhorar o atendimento em clínicas médicas!

1 – Qualidade da infraestrutura

Toda a experiência dos pacientes vai partir do ambiente em que ele será atendido. Portanto, é de fundamental importância dar atenção especial para todos os ambientes que o paciente tem contato, especialmente os de espera. Mesmo assim, detalhes de outros ambientes não podem ser esquecidos, da fachada ao consultório. Outros que devem ser cuidados são: 

  • Recepção atrativa, confortável e com opções de entretenimento.
  • Ambientes sempre limpos e bem conservados.
  • Materiais e equipamentos sempre bem conservados e em perfeito funcionamento.

2 – Otimização dos processos de atendimento

Além da infraestrutura, que é requisito básico para qualquer atendimento de qualidade, ter processos de atendimento bem definidos é um diferencial essencial para boa experiência do paciente. Desde o momento de marcação da reunião, passando pelo atendimento presencial, até o pós atendimento. 

Ademais, outra questão fundamental relacionada ao atendimento é sempre manter contato com os clientes, mesmo após a consulta, seja através de pesquisas de satisfação, conteúdos educativos ou felicitações de aniversário.

3 – Equipe bem treinada

O atendimento humanizado e voltado para entender a necessidade do paciente se tornou peça chave para entender os problemas do paciente, principalmente por ser o primeiro contato. Sendo assim, manter uma equipe bem capacitada e que domine bem os processos do atendimento é de extrema importância. Além de evitar longas esperas, podem contribuir para a redução da burocracia para o paciente.

4 – Clima organizacional saudável

Além de sempre pensar no paciente, é fundamental pensar no cliente interno também, ou seja, os colaboradores. Para realizarem bons atendimentos, é indispensável que o colaborador esteja se sentindo bem com o ambiente de trabalho. 

Sendo assim, realizar testes de people analytics para avaliar o perfil comportamental dos colaboradores se torna ferramenta indispensável, trazendo dados como:

  • Competências e vulnerabilidades de cada colaborador
  • Funções mais aderentes para cada perfil
  • Quais colaboradores tem habilidades mais complementares para tarefas conjuntas
  • Quais treinamentos são necessários para melhorar o desempenho da equipe

Essas informações podem fazer total diferença no tratamento dos colaboradores com o clientes, garantindo um melhor atendimento em clínicas.

PARA SABER MAIS

Embora nosso post tenha chegado ao fim, não deixe de saber mais!

No blog temos outros conteúdos que podem te agregar além das dicas de atendimento, como o de Engajamento, que lhe fará ter uma visão mais geral.

Assim como também é possível entrar em contato com um de nossos especialistas.


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